A xente da Barreira

Premiado no concurso convocado em 1949 por Bibliófilos Gallegos, A xente da Barreira é o primeiro romance em galego do pós-guerra. Continuador na temática da narrativa oteriana e formalmente neorrealista. Está ilustrado por Agustín Portela Paz.

Anxo de terra

Com o final da guerra virá a repressão e um silêncio (não ajoelhado) que durará dezasseis anos. Este anjo, editado na Coleção Benito Soto, aspira a “a subir ao ceo, coma anxo da néboa e da señardade que contempla o verdor da terra e cisma no sentido da morte” segundo o professor Henrique Rabuñal.

Estava, naturalmente, tam longe de pensar que ia tropeçar-me em Úbeda, que ia ser eu a mulher do Chefe de Estado Maior do Corpo de Exército a cuja Plana Maior acabava de incorporar-se, que nom pudo conter a impressom que a minha vista lhe produziu até o ponto de evitar que por um instante se lhe paralisasse o coraçom, e o sangue se retirasse do seu rosto. (Cleo, cap. XLI da 2ª parte)

1936-1939- Incorpora-se com o grau de tenente à plana maior do IX Corpo do Exército, em Andaluzia. É destinado primeiro a Úbeda e depois a Jaém

Estamos na colónia de Villaverde, que foi tam precipitadamente evacuada, que os chalés que a componhem conservam quase todo o seu enxoval. (Casado, cap. XXVII da 2ª parte) Fomos trasladados ao bairro de Usera, tam famoso polos furiosos combates dos primeiros dias do sítio. (Casado, cap. XXXI da 2ª parte)

Entre 1936 e1939, Carvalho participa na defesa de Madrid na altura de Villaverde, na estrada de Andaluzia, e no bairro de Usera

As medidas para a defesa de Madrid consistiram em pedir-nos a nossa filiaçom e inscrever-nos como milicianos no Batalhom da FETE que se está organizando. (Casado, cap. XVIII da 2ª parte) Antes tivemos que identificar-nos, e foi a primeira vez que pudem amostrar um documento satisfatório: o que me acreditava como membro do Batalhom da Federaçom Espanhola de Trabalhadores do Ensino, o batalhom «Félix Bárzana», assi chamado em honor de um mestre morto, seica em Somosierra, nos primeiros combates. (Casado, cap. XVIII da 2ª parte)

Carvalho alista-se numa unidade de milicianos composta por profissionais do ensino e sindicalistas, um batalhão da FETE-UGT que recebe o nome do mestre comunista Félix Bárzana, morto nos primeiros momentos da guerra

Hoje recebeu Rafael um telegrama que lhe anunciava o nascimento de umha nena dada a luz pola sua mulher. (Casado, cap. X da 2ª parte) Mas a que é verdadeiramente angustiosa é a situaçom de Martínez. Recebe um telegrama anunciando-lhe o nascimento do seu primeiro filho, e imediatamente fica cortado todo contacto com a sua família. (Casado, cap. XV da 2ª parte)

Pouco antes de se cortar a comunicação com a Galiza, Carvalho recebe em Madrid a notícia do nascimento da sua primeira filha

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